Apesar de termos visto grandes lançamentos single-player em 2017 como The Legend of Zelda: Breath of the Wild, Horizon Zero Down, Resident Evil 7 e Super Mario Odyssey, sabemos que, se compararmos aos anos anteriores, estamos vivendo uma decadência dos jogos single-player. Como disse Phil Spencer, chefe da divisão Xbox, em uma entrevista para o The Guardian, jogos single-player não tem o mesmo impacto de antes, porque atualmente as empresas infelizmente focam no que mais dá certo para elas: jogos online, que só crescem e lucram muito mais, por incluírem microtransações e lootboxes.

Pode parecer tolo, mas a maior prova disso é o encerramento das atividades da Visceral Games, um dos maiores estúdios da EA, que anteriormente havia produzido a série Dead Space, por exemplo. E, para piorar, ainda disseram que essa decisão foi feita apenas para acompanhar o mercado dos games. Na mesma semana, um ex-designer da BioWare, Manveer Heir, disse à Waypoint Radio que a EA está investindo em multiplayer para monetizar mais ainda seus jogos e que a empresa não se importa com o que os jogadores querem, e sim com o que eles se importam em pagar.

As empresas estão fechando suas portas para o mundo dos single-players friamente. A maioria dos jogos desse estilo são vistos com desprezo, mas não por sua qualidade e sim por seu lucro. Pense: se o jogo é single-player, as pessoas podem acabar com sua campanha e simplesmente vender o jogo, o que traz vendas a menos à empresa que o publica; se o jogo é multiplayer, o público, se gostar, vai investir nele, continuar comprando as famosas lootboxes e coisas do tipo. Lamentavelmente, a maioria das empresas, como já citado antes por Marveen, não se importam com o cliente e vão continuar insistindo no seu erro que infelizmente dá certo – e muito. Um modelo a ser seguido é o da Bethesda, que investiga e interage com seu consumidor, e não se importa (tanto) com a quantidade de vendas, criando jogos incríveis, inovando e surpreendendo a cada ano.

Por mais que a culpa possa ser facilmente colocada sobre as desenvolvedoras, parte dela também é dos consumidores. Afinal, se um jogo não é rentável, não vale a pena ser produzido. Por isso, comprem jogos conscientemente e não apoiem as empresas que agem contra o consumidor. Pelo futuro dos jogos single-player e da indústria.

 

 

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