Battlefield V será lançado para PS4, Xbox One e PC, com lançamento previsto para 19 de outubro de 2018, mas teve uma versão beta disponibilizado pela EA no início de setembro. Mesmo ainda não tendo sido lançado, sofreu diversas críticas a respeito da presença de personagens femininas — sim, ainda temos esse tipo de coisa em pleno século XXI — e por parecer idêntico a Battlefield 1. Será que o jogo vai conseguir tecer sua própria identidade ou será reprimido no mundo dos games por esses motivos? É o que tentaremos prever agora.

O jogo, em sua versão completa, contará com modos multiplayer, singleplayer e battle royale (com até 64 pessoas), todos com a temática da Segunda Guerra Mundial. Nessa beta, porém, só podemos testar dois modos multiplayer: Conquista e Operações Grandiosas. O primeiro é a marca registrada da franquia, onde temos que capturar pontos no mapa e protegê-los de outras equipes; já o segundo conta com narrativa e se trata de atacar ou defender setores vitais de diversas maneiras. À primeira vista, é realmente idêntico ao seu antecessor, seja em jogabilidade ou gráficos. Nem a temática parece mudar tanto em relação a Battlefield 1. É como se estivesse jogando alguma missão de uma nova DLC.

Após jogar diversas partidas e entender todo seu contexto, meu ponto de vista infelizmente piorou. O design das fases apresentadas são muito mais fracos e mal distribuídos. Parece que montaram os mapas sem muito pensamento, sinto que esse campo de batalha é muito aberto e vazio, e tudo isso traz uma experiência negativa por vários ângulos. O respawn é errôneo por conta disso, além de não ter como se defender em certas vezes. Já em questão de gráficos, está levemente mal otimizado e não é superior ao seu antecessor. Mais uma falha porque, se o jogo está em versão beta, significa que é o jogo final, só que com alguns bugs. Definitivamente esses fatores que comentei não são bugs. Já que estamos falando deles, testemunhei bugs em animações de morte, de textura e de som. O que posso esperar é que eles tratem de tudo isso muito rápido. Pensaram que poderiam inovar colocando algumas mudanças na jogabilidade, como a construção de bases — que aliás se inspiraram em seu concorrente — e o famoso battle royale, assim não se preocupando com o que seus fãs realmente queriam. E ainda por cima anunciaram que não terá DLCs pagas, para tentar ofuscar tudo isso.

O que concluímos após o teste é que a EA não aprende (ou finge não aprender) com seus erros. Assim como em outras franquias, se utilizaram de muito do jogo antecessor para criar sua sequência, e tudo isso sem se preocupar muito em polir a experiência. Como já disse, a beta já é praticamente o jogo definitivo, e isso é triste. O seu investimento no marketing fará com que, com certeza, o jogo ser um sucesso de vendas – mesmo que não mereça. Algumas grandes empresas estão tornando o cenário de Triple A’s realmente preocupante. Espero que abram seus olhos para o consumidor – e não só para o lucro – algum dia.

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