O The Game is a Lie Awards volta para o seu segundo ano, agora com um formato muito mais original e adequado, premiando os jogos independentes que se destacaram no ano de 2018. Os indicados são jogos lançados pela primeira vez entre 1 de novembro de 2017 e 31 de outubro de 2018 para PC, PS4, Xbox One e/ou Switch.


Categorias Principais

Essas categorias foram separadas em duas seções: na primeira, os jogos são divididos por gênero. Nos pareceu que todos os jogos do ano poderiam ser categorizados dentro de um desses cinco gêneros gerais: Ação, Aventura, Plataforma ou Metroidvania, Puzzle e Estratégia; na segunda, todos os jogos concorrem em categorias técnicas. Estas não indicam necessariamente a qualidade geral de um jogo, e sim sua excelência em um determinado quesito. Por fim, incluímos as categorias “Jogo Mais Aguardado”, para premiar o jogo ainda não lançado que estamos mais ansiosos para jogar, e “Jogo Indie do Ano”, para premiar o melhor jogo lançado durante o ano, considerando todos os quesitos.

A equipe do The Game is a Lie se reuniu para escolher os indicados em cada categoria, e depois de uma análise mais profunda de cada jogo votou no indicado que pareceu mais merecedor para receber o prêmio.


Melhor Jogo de Ação

O melhor jogo que se auto-denomina do gênero de ação. Os jogos deste gênero se caracterizam, em geral, por apresentarem desafios físicos de coordenação e reflexos.

CAMPEÃO — Pillars of Eternity II: Deadfire

Sequência do bem-sucedido Pillars of Eternity, de 2015, este RPG isométrico de ação da Obsidian Entertainment estabelece a franquia como um grande nome na cena indie e é o ápice do seu gênero. Combate desafiador e viciante, enredo cativante, cenários lindos, entre outros aspectos, tornam Pillars of Eternity II: Deadfire um RPG quase perfeito.


Melhor Jogo de Aventura

O melhor jogo que se auto-denomina do gênero de aventura. Os jogos deste gênero se caracterizam, em geral, por focarem em sua narrativa e exploração.

CAMPEÃO — The Red Strings Club

The Red Strings Club vai além de simplesmente contar uma história. O jogo mais recente da espanhola Deconstructeam invoca o estilo dos clássicos de aventura para falar sobre temas extremamente atuais, e mescla uma jogabilidade simples com um enredo cativante para emocionar e fazer o jogador refletir.


Melhor Jogo de Plataforma ou Metroidvania

O melhor jogo que se auto-denomina do gênero de plataforma ou metroidvania. Os jogos destes gêneros se caracterizam, em geral, por apresentarem desafios que envolvem desviar de obstáculos e saltar entre plataformas.

CAMPEÃO — Celeste

De Matt Thorson, a mesma mente por trás de TowerfallCeleste surge como um típico jogo de plataforma sobre uma garota escalando uma montanha. À medida que o jogo progride, entretanto, ambas a jogabilidade e o enredo se tornam incrivelmente profundos, se complementando para criar uma sensação de realmente estar escalando uma montanha de emoções e auto-conhecimento.


Melhor Jogo de Puzzle

O melhor jogo que se auto-denomina do gênero de puzzle. Os jogos deste gênero se caracterizam, em geral, por apresentarem problemas que desafiam a habilidade de solução de sequências, reconhecimento de padrões, e capacidade lógica do jogador como um todo.

CAMPEÃO — Return of the Obra Dinn

Lucas Pope é, atualmente, uma das mentes mais criativas em todo o cenário de games. Com o aclamado Papers, Please, seu jogo anterior, ele já havia transformado uma tarefa monótona — trabalhar na fronteira entre dois países — em um gameplay viciante com um enredo cativante. Em Return of the Obra Dinn, Pope fez o mesmo com a investigação de um navio fantasma.


Melhor Jogo de Estratégia

O melhor jogo que se auto-denomina do gênero de estratégia. Os jogos deste gênero se caracterizam, em geral, por requererem pensamento habilidoso e planejamento para alcançar a vitória.

CAMPEÃO — Into the Breach

Into the Breach é possivelmente um dos melhores jogos de estratégia por turnos da história, balanceando inúmeros elementos admiravelmente polidos para criar uma experiência inesquecível. A Subset Games está no caminho para se tornar uma das desenvolvedoras independentes mais importantes do cenário atual, sendo este o segundo jogo majoritariamente aclamado pela crítica após FTL: Faster Than Light.


Jogo Mais Inovador

O jogo que apresentou as inovações mais substanciais ou interessantes.

CAMPEÃO — Return of the Obra Dinn

A jogabilidade criada por Lucas Pope em Return of the Obra Dinn não é apenas libertadora, oferecendo inúmeras opções para o jogador, como também viciante, incentivando o pensamento lógico. A forma como o jogo transforma a temática investigativa em gameplay é inovadora e inspiradora.


Melhor Narrativa

O jogo que conta com a narrativa mais interessante, seja por seu conteúdo, seu suporte ou sua forma de ser contada.

CAMPEÃO — The Red Strings Club

O enredo de The Red Strings Club se passa em um cenário cyberpunk, e inteligentemente se utiliza desse ambiente tão estrangeiro para falar sobre questões tão intrinsecamente humanas, além do obrigatório questionamento sobre o papel da tecnologia em nossas vidas. A jogabilidade simples permite que o jogador mergulhe de cabeça na narrativa que emociona e faz refletir.


Melhor Direção de Arte

O jogo que mais se destacou quando se trata de gráficos e animações.

CAMPEÃO — Gorogoa

A arte desenhada à mão por Jason Roberts é o que dá vida a Gorogoa, fornecendo toda uma atmosfera essencial para o aproveitamento completo desta obra de arte. As cores levemente desgastadas combinadas com as animações impressionantes transformam um simples jogo de puzzle em um espetáculo.


Melhor Trilha Sonora

O jogo que mais se destacou quando se trata de suas músicas e efeitos sonoros.

CAMPEÃO — Dandara

Composta por Thommaz Kauffmann, a trilha sonora de Dandara captura perfeitamente a essência do jogo, combinando a nostalgia das músicas dos clássicos videogames retrô com instrumentos afro-brasileiros.


Jogo Mais Impactante

O jogo que mais nos impactou, seja de forma reflexiva ou emocional.

CAMPEÃO — The Red Strings Club

Os temas abordados em The Red Strings Club, além de fazerem refletir sobre a condição humana, frequentemente são preenchidos por completo com sentimentalidade e podem até arrancar algumas lágrimas do jogador.


Melhor Jogo de Estreia

O melhor jogo desenvolvido por uma desenvolvedora que não havia lançado nenhum outro jogo comercialmente antes.

CAMPEÃO — Gorogoa

Claramente desenvolvido com todo o carinho e dedicação de Jason Roberts, Gorogoa é um trabalho extremamente expressivo, emocionante, reflexivo e belo. Tendo essa obra de arte como jogo de estreia, mal podemos esperar pelos próximos jogos do desenvolvedor.


Jogo Mais Aguardado

O jogo que mais estamos ansiosos para jogar em 2019 ou além.

CAMPEÃO — Untitled Goose Game

Untitled Goose Game promete ser um dos jogos mais engraçados e inusitados do ano de 2019. Controlando um ganso, o seu objetivo é perturbar os habitantes da pequena vila onde você vive. Só mesmo as mentes da House House, por trás de Push Me Pull You, poderiam ter essa ideia absurda.


Jogo Indie do Ano

O jogo que, considerando todos os seus aspectos, mais se destaca.

CAMPEÃO — Return of the Obra Dinn

Return of the Obra Dinn é quase inacreditavelmente bom. A perfeita implementação de conceitos completamente novos conjugada com gráficos, controles e uma trilha sonora polidos ao máximo — além do típico humor sinistro de Lucas Pope — garantem à obra o título de melhor jogo indie do ano.


Categorias da Comunidade

Entre o dia 13 e 30 de novembro, abrimos uma enquete que permitiu ao público escolher seus jogos preferidos em algumas das categorias oficiais. Aqui estão os resultados (o vencedor está em negrito e a porcentagem de votos é apresentada à direita):

Melhor Jogo de Ação

  • Moonlighter (41,2%)
  • The Messenger (35,3%)
  • Pillars of Eternity II: Deadfire (11,8%)
  • Flat Heroes (5,9%)
  • Just Shapes & Beats (5,9%)

Melhor Jogo de Aventura

  • Subnautica (50%)
  • The Red Strings Club (25%)
  • InnerSpace (12,5%)
  • Unavowed (6,3%)
  • Where the Water Tastes Like Wine (6,3%)

Melhor Jogo de Plataforma ou Metroidvania

  • Dead Cells (43,8%)
  • Celeste (37,5%)
  • Dandara (6,3%)
  • Iconoclasts (6,3%)
  • Yoku’s Island Express (6,3%)

Melhor Jogo de Puzzle

  • Return of the Obra Dinn (40%)
  • Donut County (33,3%)
  • Gorogoa (13,3%)
  • The Gardens Between (13,3%)
  • CHUCHEL (0%)

Melhor Jogo de Estratégia

  • Into the Breach (57,1%)
  • Frostpunk (42,9%)
  • 60 Parsecs! (0%)
  • All Walls Must Fall (0%)
  • Frozen Synapse 2 (0%)

Jogo Mais Inovador

  • Return of the Obra Dinn (37,5%)
  • Celeste (25%)
  • Dandara (18,8%)
  • Just Shapes & Beats (12,5%)
  • Gorogoa (6,3%)

Jogo Mais Aguardado

  • The Last Night (35,3%)
  • Tunic (23,5%)
  • Untitled Goose Game (23,5%)
  • Griftlands (11,8%)
  • Where Cards Fall (5,9%)

Jogo Indie do Ano

  • Celeste (47,1%)
  • Dead Cells (29,4%)
  • Return of the Obra Dinn (23,5%)
  • Dandara (0%)
  • Into the Breach (0%)
Anúncios

1 comentário »

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s