Análises

Call of Duty: WWII – Análise

A grande franquia Call of Duty está aos poucos voltando para suas origens. World War II usa como tema a Segunda Guerra Mundial para voltar aos seus momentos gloriosos, em resposta à má recepção do tema futurista abordado em Infinite Warfare. Será que após tantos fracassos e críticas eles conseguiram reajustar o seu modelo de jogo?

Na maior parte da campanha, você controla Ronald Daniels, um membro da Primeira Infantaria dos Estados Unidos que está na Segunda Guerra. O jogo começa no conhecidíssimo Dia D, na Normandia. Ao longo do jogo, precisa atravessar, entre outras localidades, Paris e a Alemanha. A Sledgehammer Games, desenvolvedora do jogo, nos apresenta uma história mediana, mas que cumpre seu papel, conferindo ao jogador a imersão necessária durante suas curtas 5 horas de duração.

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A campanha do jogo começa na praia da Normadia, durante o Dia D.

A primeira hora de jogo é sensacional. Por estar acostumado aos pulos duplos, a correr em paredes e a outras bobagens, estranhei tamanha normalidade. Até o HP não se regenera, como em Battlefield 1, por exemplo. E era exatamente isso que eu queria. Reinseriram o realismo na série de forma magistral, fato amplificado por seus gráficos impressionantes (especialmente durante a campanha). Já se tratando de multiplayer, o jogo está com os mesmos modos de sempre, porém adicionando o ambicioso modo novo War, onde você tem que proteger seu objetivo e tem que contar com teamplay (não há scorestreak como em outros modos). Além disso, o modo zumbi está do melhor jeito possível, e ao meu ver, é o melhor da franquia até agora.

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Call of Duty: WWII busca um estilo mais realista de gameplay, que contrasta com os jogos anteriores da série.

Infelizmente, nada é um mar de rosas. Um dos únicos pontos ruins da jogatina é a implementação de microtransações, de uma forma surreal: o jogador pode comprar lootboxes que contém (até o momento) somente skins para armas e afins. Se o jogador não comprar, ainda é forçado a jogar com jogadores mais experientes, o obrigando a fazer modificações monetizadas e necessárias para o gameplay. Simplificando, se você não comprar lootboxes, você não cairá em partidas balanceadas.

Como já citado, o gameplay está concreto, como os antigos da franquia. Não há mais habilidades sobre-humanas e afins, há uma grande variedade em questão de armas, a ambientação em questão de áudio está excepcional e agora há algumas maneiras de ser realmente stealth, algo que sem dúvidas não daria para fazer nos jogos anteriores da franquia. Creio que a maioria dos jogadores aprovou essa retomada de estilo, e está sensacional a forma com que fizeram tudo isso.

Nos gráficos, inovaram muito, apesar de se apropriar uma engine que já era usada antes. Simplesmente repaginaram. Personagens e armas muito bem detalhados, porém o cenário não é grande coisa. O jogo foi muito bem otimizado e há várias opções para personalização de gráficos no PC. Controles estão muito mais fáceis e comuns de se usar, de uma maneira perfeita.

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Esse é o Call of Duty mais bonito já lançado.

Conclusão

Call of Duty: World War II é um jogo ao nível de Modern Warfare e é indubitavelmente um dos melhores FPS do ano, mesmo com poucos modos.


O melhor

  • Online frenético e que não enjoa
  • Realismo imenso, principalmente no áudio
  • Campanha intensa
  • O inovador modo de jogo online War

O pior

  • Microtransações manipuladoras
  • Poucos modos de jogo

9/10

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