Análises

Cuphead – Análise

Durante a conferência da Microsoft na E3 de 2014, um novo jogo chamado Cuphead foi apresentado e teve seu lançamento programado para 2015. O estilo gráfico, que simula um desenho animado da década de 1930, chamou atenção e foi elogiado de maneira geral. No dia 29 de setembro de 2017, após vários adiamentos e sete anos de desenvolvimento, o jogo foi finalmente lançado para Xbox One e PC.

Cuphead é um jogo shoot ‘em up que conta a história de dois irmãos, Cuphead e Mugman, que vão para longe de casa e acabam entrando no Devil’s Casino, administrado por King Dice. Depois de uma série de vitórias, King Dice chama o dono do cassino para jogar, o próprio diabo, que aumenta as apostas e acaba ganhando dos irmãos. Cuphead e Mugman imploram por suas vidas, e o diabo os oferece uma proposta: Se conseguirem coletar as almas de todos os seus devedores, ambos serão poupados. Os dois aceitam a proposta e saem correndo para cumprirem o seu objetivo.

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E é por isso, crianças, que não se aposta com o diabo.

A primeira coisa que se percebe ao abrir o jogo pela primeira vez, logo na tela de início, é o seu estilo gráfico único, que se mantém consistente durante todo o jogo. Todos os personagens, incluindo os inimigos, foram desenhados com cuidado e carinho, tornando cada um deles único. Igualmente, a animação no estilo Rubber Hose, aonde não há articulações e os personagens se encolhem e esticam livremente, é agradável e viciante.

O jogo apresenta três tipos de fases:

  • As fases Run ‘n’ Gun, duas por mundo, aonde o jogo se torna parecido com a franquia Mega Man clássica para o NES. O objetivo é correr para a direita e atirar nos inimigos. No final da fase, um mini boss deve ser derrotado. Aqui, devem ser obtidas moedas para comprar variações de armas e feitiços para os personagens.
  • As fases de mausoléu, uma por mundo, aonde o objetivo é impedir os fantasmas de alcançarem a urna funerária presente no centro da tela, usando o seu parry.
  • As fases de chefe, cinco nos dois primeiros mundo e sete no terceiro, aonde a tela é estática e o jogador deve decorar os padrões de ataque e derrotar cada um dos chefes. Esse tipo de fase também pode ser jogada usando o avião.

As fases Run ‘n’ Gun, apesar de divertidas, são tão esporádicas que parecem apressadas, colocadas no jogo de última hora. Seria interessante ter mais oportunidades para a obtenção de moedas, mesmo que para isso fosse necessário aumentar o preço dos produtos na loja.

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As fases Run ‘n’ Gun são divertidas, mas deveriam estar presentes em maior número no jogo.

As fases de mausoléu são simples e fáceis. Funcionam mais como um treinamento para o timing do seu parry para ser usado nas fases que realmente importam do que como uma fase real. Ao fim delas, é concedido ao jogador um movimento Super, que pode ser usado ao encher o Super Meter, que é preenchido enquanto o jogador atira em um inimigo.

É nas fases de chefe que o jogo brilha. Cada chefe é carismático e possui ataques únicos e imprevisíveis, que te farão reiniciar cada fase várias e várias vezes. O nível de dificuldade é insano, mas a recompensa é muito satisfatória. Devo dizer porém, que tal fato afasta muitos possíveis jogadores, e que uma opção para tornar o jogo menos punitivo seria muito bem-vinda.

Apesar de todas as qualidades de Cuphead, ainda existem muitos bugs que atrapalham a jogatina e comprometem a experiência, desde barras de progresso que não progridem até inimigos invencíveis, passando por chefes que continuam atacando mesmo após a morte do personagem, chefes que ficam presos em cantos do cenário e hitboxes desfuncionais. Todos esses bugs foram experienciados só por mim, então imagino quantos existem no total.

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Exemplo de bug: chefe atacando mesmo após a morte do personagem. Solução? Reiniciar o jogo.

As fases de mausoléu são simples e fáceis. Funcionam mais como um treinamento para o timing do seu parry para ser usado nas fases que realmente importam do que como uma fase real. Ao fim delas, é concedido ao jogador um movimento Super, que pode ser usado ao encher o Super Meter, que é preenchido enquanto o jogador atira em um inimigo.

É nas fases de chefe que o jogo brilha. Cada chefe é carismático e possui ataques únicos e imprevisíveis, que te farão reiniciar cada fase várias e várias vezes. O nível de dificuldade é insano, mas a recompensa é muito satisfatória. Devo dizer porém, que tal fato afasta muitos possíveis jogadores, e que uma opção para tornar o jogo menos punitivo seria muito bem-vinda.

Apesar de todas as qualidades de Cuphead, ainda existem muitos bugs que atrapalham a jogatina e comprometem a experiência, desde barras de progresso que não progridem até inimigos invencíveis, passando por chefes que continuam atacando mesmo após a morte do personagem, chefes que ficam presos em cantos do cenário e hitboxes desfuncionais. Todos esses bugs foram experienciados só por mim, então imagino quantos existem no total.

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♫ Well, Cuphead and his pal Mugman, they like to roll the dice… ♫

Conclusão

Cuphead tem um estilo gráfico impressionante e é desafiador do jeito certo, oferecendo recompensas satisfatórias após cada fase. Apesar de alguns infelizes problemas, ainda é recomendadíssimo, especialmente considerando o seu preço atual.

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