Análises

Fell Seal: Arbiter’s Mark – Análise

Inúmeros RPGs existem atualmente. Seja o jogo online ou offline, quase todos os possíveis temas já foram explorados de inúmeras formas com histórias complexas e universos gigantescos, cada um com um diferente nível de imersão. A maioria desses jogos demandam uma necessidade gigantesca de tempo, para obter itens melhores de modo a ficar mais forte e seguir pela história com mais facilidade ou destruir outros jogadores no PvP usando sets com dano e defesa absurdos. Em Fell Seal: Arbiter’s Mark, história, dificuldade e estratégia se unem de forma quase homogênea, formando uma combinação envolvente, atrativa e carismática, também removendo a necessidade de se passar dias na frente do computador para se conseguir equipamentos melhores. Ao se tratar de um RPG, Fell Seal: Arbiter’s Mark não tem muitas diferenças na jogabilidade, mas sim na história, que consegue te prender de forma incrível, pois aqui o contar dos acontecimentos acontece de forma fluida, inesperada, surpreendente e cativante.

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A história é muito bem contada.

A história ocorre após uma ordem estabelecida em um mundo caótico e destruído, estabelecida pelos imortais, os quais ganharam sua fama e influência após derrotarem uma besta lendária que ameaçava destruir o planeta. Os imortais, então, formam o Conselho dos Imortais, como um órgão regulador para impor a paz e a estabilidade e evitar o surgimento de uma nova guerra. Criam também os mediadores, os quais tem a função de proteger a Terra e as pessoas contra os perigos do dia-a-dia, como bandidos, monstros e funcionários corruptos. O jogo segue uma capitã dos mediadores que descobre a corrupção interna latente dentre os próprios, buscando assim evitar que o sistema instaurado e o mundo sejam completamente desestabilizados.

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Baseada em turnos, a estratégia é muito importante.

Um dos pontos mais agradáveis é o sistema de classes do jogo que acompanha a linearidade da história. Classes especiais são desbloqueadas seguindo o avanço da história, fazendo com que o jogador se sinta parte do jogo ao ganhar acesso a tais classes especiais e/ou temporárias. Todo esse sistema consegue fazer com que o jogo em turnos ao estilo de Final Fantasy: Tactics fique mais dinâmico, ao destruir a repetição com o acesso a uma gama gigantesca de diferentes habilidades e personagens por tempo limitado, permanente, ou por permitir que os personagens se desenvolvam em várias classes ao mesmo tempo.

O modo de combate é bem fluido, variando com diversas combinações de classes e habilidades, de forma a criar diferentes táticas de combate que melhor se combinam com a atual gama de personagens selecionados. Inicialmente, o jogador deve escolher para onde movimentar suas unidades, até que seja possível atacar, lembrando que o importante é flanquear os inimigos e acertá-los por trás ou pela lateral, para causar mais dano. Também é possível utilizar ataques de longo alcance, utilizando as classes que permitem o uso de magia elemental ou armas como arcos, bestas e pistolas, assim como magias de cura e diversos outros tipos de buffs e debuffs que podem ser aplicados a aliados ou inimigos.

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Os sprites são bem detalhados, e os personagens recrutáveis, customizáveis.

Lembrando o antigo Super Mario World, o mapa se parece bastante com o do clássico da Nintendo, com um mundo desenhado, uma versão miniatura do personagem para indicar a seleção, pequenos pontos indicando cada nível e linhas conectando cada ponto. A tela de seleção de níveis consegue ser muito agradável, permitindo que se compre coisas ou acesse a guilda de recrutamento nos pontos azuis, progredindo a história nos pontos vermelhos e voltando para farmar equipamentos nos pontos verdes. Entretanto, a parte gráfica que mais impressiona são os sprites dos personagens e das armas. Todo são pixelizados, mas são detalhados e os efeitos de movimentação mostram que foi aplicado muito trabalho na confecção dos mesmos.

A trilha sonora é mais que satisfatória, mesclando-se perfeitamente com o estilo de epicidade e magia do jogo, alterando a música em momentos de tensão e suspense. Os sons de ataques não demonstram ter muito de especial, são bem básicos mesmo, mas alguns outros como o da fogueira no acampamento dos personagens são tão perfeitos que não me deixam outro modo de imaginar sua criação, apenas que poderiam ser gravados em um ambiente real e selecionado.

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Existem muitas classes para se escolher.

Conclusão
Sendo um amante de RPGs, eu particularmente gostei da criação da 6 Eyes Studio, uma vez que como todo bom jogo do mesmo gênero, apresenta seu próprio sistema de combate e uma história bem elaborada. Se você aprecia uma boa história e gosta do estilo de jogo proporcionado pelos RPGs, Fell Seal será uma ótima adição à sua biblioteca de jogos.

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