Análises

Super Meat Boy – Análise

Super Meat Boy é o clássico título desenvolvido pelo Team Meat. Aposta em simplicidade, ótimos level designs e tem um toque marcante de nostalgia. Foi publicado para Xbox 360 em 20 de outubro de 2010, para PC em 30 de novembro de 2010, para PS4 e PlayStation Vita em 5 de outubro de 2015, para Wii U em 12 de maio de 2016 e para Nintendo Switch em 11 de janeiro de 2018.

Super Meat Boy é um jogo de plataforma em 2D onde você tem de controlar Meat Boy, um pedaço de carne com vida própria que tenta salvar o amor de sua vida, a Bandage Girl — que pelo nome já dá pra entender que é coberta por curativos —, do maldoso vilão Dr. Fetus. Nada faz sentido, mas mesmo se fizesse não mudaria nada no jogo como um todo. Acho que, até pelo fato de ser tão simples, se torna marcante. Obviamente o enredo não é o foco principal, mas a jogabilidade é sólida e desafiante. Definitivamente é um jogo com muito poucos erros.

O único objetivo é chegar até sua amada.

O gameplay é simples, divertido e bem planejado. É simplesmente baseado em pular e correr, mas funciona muito bem. Mesmo para a época que foi lançado inicialmente, não traz tantas inovações. Poderia ter algo a mais para incrementar a experiência, como algum poder, porém é satisfatório. O ponto forte de tudo é a precisão dos pulos, que é incrível, e o jogador tem de ser milimétrico em certas situações para avançar níveis.

A precisão dos pulos tem de ser milimétrica.

A forma com que cada desafio é feito é sensacional, todos os mundos têm características únicas, e a dificuldade sobe gradativamente até chegar seu ápice. A única coisa que posso criticar é que demora um pouco para o desafio ser interessante, ele aposta em várias fases facílimas antes, o que é um erro grande.

O jogo demora para empolgar.

A dificuldade só é difícil a partir de sua metade, praticamente. O fator replay é bom, porque você pode terminar o jogo após cerca de 5 a 7 horas, mas até completar o jogo 100% pode demorar mais de 12 horas. Se você imergir por completo, pode zerá-lo mais de uma vez, mas para mim seria extremamente monótono. Dois fatores que melhoram o replay são as classificações online por tempo de conclusões das fases e a troca de skins do personagem principal, desbloqueadas achando certos elementos perdidos nas fases. Ainda há o modo corrida, onde você pode jogar contra amigos para ver quem chega no objetivo primeiro.

O jogo tem duas trilhas sonoras diferentes: a de 2010 e a de 2015, e você pode selecionar qual quer ouvir. As duas são muito boas, mas prefiro a primeira. Ambas são uma bela coletânea de rocks adequados a atmosfera intensa do jogo, só que a de 2010 se destaca pelos seus riffs. Efeitos sonoros também são satisfatórios, então a parte sonora é mais um ponto forte.

A direção de arte é boa. Os personagens são muito simples, mas carismáticos; os cenários são bem feitos, coloridos — apesar de a paleta de cores ser muito escura — e detalhados; as animações são do jeito que deveriam ser: fluidas. O grande destaque é a variedade entre tudo, principalmente nos cenários.

A variedade de cenários é satisfatória.

Super Meat Boy é a experiência definitiva dos jogos de plataforma. Não exagera em nenhum ponto e é polido em todos. Infelizmente se torna monótono depois de um tempo, mas é satisfatório. Todos deveriam jogar.


Conclusão

Super Meat Boy é pelo menos uma base do que todos os jogos de plataforma deveriam ser. Peca somente pela falta de inovação e por ser levemente monótono, mas de resto acerta em praticamente todos os pontos. O que mais me impressiona é como, apesar de tanto tempo depois de lançado, continua sendo atual e com uma qualidade imensa.

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