Análises

Untitled Goose Game — Análise

Eu estou feliz — muito feliz. Não só por ter finalmente jogado Untitled Goose Game, depois de seu lançamento em 20 de setembro, mas pela mera existência desse jogo. O simples fato de que, em uma indústria de ganância, exploração, falta de originalidade e amargura, podemos ter um jogo simples e direto, calmo, de compra única, onde o jogador controla um ganso com o objetivo de atormentar uma pequena vila, explica perfeitamente o meu amor pelos jogos indie. Um jogo como esse nunca seria desenvolvido por uma grande corporação, e ainda bem.

Depois de uma curta seção que serve como um tutorial, você já chega, como o ganso, a um lago e uma horta, onde há um fazendeiro. Você recebe a lista de coisas a se fazer, e a partir daí é papel do jogador descobrir como completá-la. No início, os controles — que podem ser customizados — parecem um pouco complicados, mas eu consegui me acostumar rapidamente. Seja roubando uma abóbora, molhando o fazendeiro com um sprinkler ou fugindo dele, eu já percebi, desde aquele ponto, como ser um ganso desagradável seria divertido.

Frequentemente, eu me via fazendo coisas que nem estavam na lista, simplesmente porque é tão divertido incomodar os NPCs

Depois de cumprir alguns objetivos específicos da lista, os personagens do cenário atual fazem algo que possibilita o acesso ao cenário seguinte, onde o jogador recebe uma nova lista. A “história” do jogo segue este esquema até o final, com os cenários ficando cada vez mais complexos e permitindo combinações mais elaboradas para completar os objetivos. A primeira jogatina é curta, durando cerca de 3 horas, mas uma lista extra surge após a finalização do jogo, que permite mais algumas horas de diversão.

A trilha sonora e os gráficos servem para construir a atmosfera divertida e leve do jogo. A arte dos personagens, com formas simples, sem contorno, e cores vibrantes, é uma das minhas favoritas do ano. É tão agradável assistir toda a confusão causada pelo ganso e, ao mesmo tempo, é fácil saber o que fazer mesmo sem assistência direta de tutoriais ou instruções. Os sons são exagerados e cartunescos, assim como as animações, e também funcionam como um guia para alguns objetivos.

A direção de arte funciona bem e é muito bonita

Ultrapassando todos os memes e piadas, Untitled Goose Game consegue se destacar como seu próprio jogo, oferecendo horas de divertimento de qualidade e se provando como um produto extremamente polido. O jogo também revela a House House como uma incubadora de boas ideias inusitadas, ideia que já vinha sendo criada desde Push Me Pull You.


Conclusão

Untitled Goose Game não é profundo, nem requer muito pensamento. Mas ele é muito, muito, muito divertido, e isso basta para o que ele quer ser. A House House prova, mais uma vez, que consegue transformar qualquer ideia mirabolante em uma experiência como nenhuma outra, engraçada do início ao fim.

(cópia para análise gentilmente cedida pela Panic)

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