Análises

ARMS – Análise

Há pouco mais de dez anos, os jogos baseados em controles de movimentos foram introduzidos na indústria com o lançamento do Wii, que venderia mais de 100 milhões de unidades até ter sua produção descontinuada em outubro de 2013. Tal tendência foi seguida por ambas Sony e Microsoft, com o lançamento do PlayStation Move e do Xbox Kinect, respectivamente. Entretanto, com o passar do tempo, este gênero parece se tornar uma memória cada vez mais distante.

Quando ARMS foi anunciado pela primeira vez na conferência de apresentação do Nintendo Switch em janeiro desse ano, com enfoque nos controles de movimento, confesso que não estava muito esperançoso. Pareceu, para mim, ser apenas um dos minijogos de Wii Sports retrabalhado. Felizmente, eu estava errado.

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ARMS é muito mais do que apenas mais um jogo baseado em controles de movimento.

ARMS é um jogo de luta em 3D, diferente de qualquer outro no mercado. Enquanto em Street Fighter, Mortal Kombat e Tekken as batalhas acontecem mais fluentemente quando os oponentes se aproximam, no novo jogo da Nintendo tal coisa pode acontecer a qualquer distância, graças à mecânica de braços flexíveis.

O jogo apresenta um arsenal diverso e muito variado de luvas para cada personagem, o que proporciona combinações e estratégias interessantes para cada luta. A jogabilidade, porém, é simples, atraindo tanto jogadores casuais, que querem apenas distribuir socos, e jogadores hardcore, que se aprofundam mais no jogo.

Os controles de movimento são surpreendentemente responsivos e manejados de uma maneira criativa, pedindo ao jogador que segure seus Joy-Cons em uma posição vertical, algo que garante uma sensação de realmente estar lutando. Os controles padrão funcionam igualmente bem.

Os personagens foram cuidadosamente desenhados e balanceados para que cada um se tornasse único e tivesse uma jogabilidade diferente. Se preferir um personagem rápido e ágil, jogue com Ninjara. Se preferir um personagem lento e forte, jogue com Master Mummy. Twintelle pode pairar no ar por alguns segundos, enquanto Spring Man fica mais forte à medida que perde pontos de vida, e por aí vai.

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Cada personagem possui características únicas que os diferem do resto.

No modo Grand Prix, você pode escolher uma dificuldade entre as sete disponíveis, sendo 1 a mais fácil e 7 a mais difícil. Ocorrem dez lutas contra diferentes personagens, sendo a terceira e a sexta luta minijogos, até chegar ao chefe final, Max Brass. Se você escolher uma dificuldade a partir de 4, ocorre uma décima primeira luta, contra uma criatura metálica chamada Hedlok, que possui seis braços. Senti falta, porém, de uma história mais desenvolvida para as personagens.

No modo Versus, você joga com até quatro pessoas em diferentes tipos de luta. Fight é a batalha padrão, igual à do modo Grand Prix; Team Fight é o mesmo que o modo Fight, mas podendo ser jogado em times de até duas pessoas; V-ball é um minijogo parecido com uma partida de vôlei, aonde o objetivo é conquistar cinco pontos, o que acontece toda vez que a bola toca o chão; Hoops é um minijogo inspirado em uma partida de basquete, aonde o objetivo é fazer um ponto ao enterrar o oponente na cesta; Skillshot é um minijogo aonde o objetivo é acertar o maior número de alvos possível; em Hedlok Scramble, os jogadores disputam para conquistar a máscara de Hedlok, e 1-on-100 é o que o nome sugere: um jogador tenta derrotar cem inimigos que aparecerão.

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No minijogo Skillshot, cada jogador tenta acertar o maior número de alvos.

O modo online do jogo é muito bem implementado, aonde batalhas contra outros jogadores ou em conjunto com outros jogadores contra um mal maior, podendo contar pontos para o ranking ou não.

A trilha sonora do jogo é incrível, demonstrando entusiasmo e animação, atraindo o jogador para uma nova luta. Garanto que você ficará cantando o tema principal de ARMS por muito e muito tempo.


Conclusão

ARMS é um jogo que, apesar de parecer simples, pode se tornar profundo à medida que é jogado cada vez mais. Com características técnicas e artísticas muito bem executadas e um sistema de controles de movimento surpreendentemente responsivo, é um jogo essencial para qualquer proprietário de um Switch.


O melhor

  • Personagens únicos
  • Apela para jogadores casuais e hardcore
  • Possibilidade de criação de estratégia e combinações variadas de luvas
  • Diferentes modos de jogo
  • Controles de movimento bem implementados

O pior

  • Modo Grand Prix muito superficial
  • Os minijogos se tornam repetitivos

8/10

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