Análises

Superliminal — Análise

Jogos de puzzle com desafios em 3D são relativamente raros. Isso porque, com uma terceira dimensão, inúmeros fatores entram em cena, sendo o principal e mais complicado deles a perspectiva. Superliminal, porém, escolhe brincar com este conceito, criando ilusões de ótica que servem como solução para seus desafios. Tudo isso com uma boa dose de humor à la Portal.

Superliminal é um jogo de puzzle em primeira pessoa lançado pela Pillow Castle para PC em 12 de novembro de 2019 e para PS4, Switch e Xbox One em 7 de julho de 2020. Toda a jogabilidade é centrada ao redor da ideia de perspectiva forçada — ou seja, a ilusão de ótica que faz objetos parecerem maiores, menores, mais distantes ou próximos do que são na realidade. O jogador deve interagir com objetos para torná-los realmente maiores ou menores e solucionar os desafios, ou se posicionar em certo local para formar um desenho específico.

Superliminal foca na perspectiva forçada como mecânica principal.

O jogo começa com uma seção que parece ser localizada dentro de um laboratório de testes, mas os cenários variam mais à medida que o jogador avança. Os quebra-cabeças, porém, continuam quase iguais durante a maior parte do jogo, ponto mais frustrante de Superliminal. Isso sem contar que a mecânica para aumentar e diminuir os itens pode se tornar tediosa e a ilusão de ótica perde a graça depois de algum tempo.

A Pillow Castle falhou em homenagear mais do que copiar. Há uma narradora robô no jogo, que foi programada para ajudar o personagem a passar por estes testes de perspectiva forçada. Todas as suas falas, entretanto, poderiam ter facilmente saído da boca — ou caixa de som — de GLaDOS, da série Portal. O humor é quase uma cópia daquele do jogo da Valve, e as personalidades são praticamente indistinguíveis.

As mecânicas podem acabar se tornando repetitivas.

Felizmente, os aspectos técnicos de Superliminal são bastante polidos. A trilha sonora é detalhada e os sons, imersivos. Os gráficos, como pode ser visto, são bastante limpos e as texturas e modelos são de alta qualidade. As cores vibrantes também dão um charme a mais quando contrastam com cores pasteis por diversas vezes.


Conclusão

Superliminal é interessante e divertido na maior parte do tempo, mas a repetitividade nas mecânicas e a falta de originalidade na sua história e roteiro deixam muito a desejar.

(cópia para análise gentilmente cedida pela Pillow Castle)

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