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The Messenger – Análise

The Messenger é o jogo de estreia da Sabotage Studio, e é uma homenagem aos jogos em 8 bits ou 16 bits das décadas de 80 e 90, como Ninja Gaiden e Super Metroid. Aliás, sua influência é muito notável. Foi publicado pela Devolver Digital para PC e Nintendo Switch no dia 30 de agosto de 2018.

The Messenger é um jogo de ação e plataforma 2D, onde você controla um ninja até seu objetivo de encontrar um dos últimos ninjas vivos para entregar uma mensagem. Para isso, sobe uma enorme montanha e enfrenta diversos inimigos, até cumprir sua missão.

O jogador assume o papel de “mensageiro”.

Após uma vila ser atacada por um demônio, um herói surge e fala a um dos moradores que ele deve entregar uma misteriosa mensagem a um dos últimos ninjas vivos no mundo. Ele é nomeado “o mensageiro” por conta disso, e daí se tira o nome do jogo. A história é rasa, mas a aventura é épica. Além disso, é recheada de referências a cultura pop e ironias e piadas em diálogos, assim sendo recompensada.

Tudo começa após uma invasão.

O gameplay é o mesmo de suas influências, só muda em um aspecto. Ao pular e acertar a extremidade de postes com sua lâmina, você pode dar mais um pulo. É algo simples, porém muito bem pensado, e a parte ruim disso é que somente nisso ele realmente inova. Isso é levemente frustrante, apesar do jogo ser incrível e compensar cada segundo com uma experiência polida, divertida e viciante. Os controles são básicos, como andar, atacar e pular. O design dos mapas é moldado de uma forma com que as mecânicas sejam muito mais intuitivas. A cada fase, a dificuldade aumenta em um nível satisfatório.

Um dos pontos mais interessantes dos mapas são os checkpoints. Eles são indicados por portais para outra dimensão, e você pode entrar neles. Dentro possui uma loja onde você pode fazer upgrade no personagem – em um sistema muito básico, infelizmente –, comprar itens e armaduras e conversar com o lojista. Além disso, uma boa parte das conversas do jogo quebra a quarta parede, e o protagonista ou algum personagem “fala” com o jogador. É algo no mínimo intrigante.

Os checkpoints são portais para uma loja.

Por falar nela, é mediana. Eu, antes de jogar, esperava algo muito mais difícil, e isso é ótimo. A jogabilidade é desafiadora na medida certa. O jogador é envolvido por um verdadeiro sentimento de progressão, passando a entender certos padrões (quase) rapidamente. O jogo pode durar entre 7 e 13 horas se jogar somente a campanha principal. O fator replay é ótimo por conta disso, e se você completar o jogo pode levar cerca de 20 horas, mas é quase inevitável querer jogar novamente a campanha, porque é muito boa.

O jogo é desafiador na medida certa.

A trilha sonora é inteiramente feita por Rainbowdragoneyes, e é muito interessante. Se integra muito bem ao visual clássico do jogo e é tão boa que mesmo sendo ouvida fora do jogo continua com a mesma qualidade. Aliás, recomendo fazer isso. Os efeitos sonoros também foram feitos com o intuito de serem parecidos com suas influências, e não desapontaram nem um pouco. A parte sonora por completo é incrível.

A direção de arte é satisfatória. Mescla diversos estilos de artes em 2D, seja em 8 ou 16 bits, e em sua maioria é muito linda. Personagens e cenários são muito bonitos, só não achei alguns chefões tão bons esteticamente. As animações são fluídas como o esperado, nada demais.

A arte é simples, mas muito elegante.

The Messenger é um jogo para você relaxar e sentir muita nostalgia, principalmente. Nele você vai viciar, e todos os desafios que são propostos são extremamente bem pensados, a ponto de que se você errar várias vezes ainda continuará tentando. É muito polido, tem uma direção de arte muito boa, sonoplastia incrível e um gameplay ótimo, e uma de suas únicas falhas é não inovar tanto. No entanto, é uma homenagem excepcional.


Conclusão

The Messenger é um jogo que, apesar de ser uma homenagem a grandes clássicos, deveria ser jogado por todos. Tem pouquíssimas falhas e todos seus aspectos são muito bons. Sua arte é lindíssima, sua trilha sonora é excepcional, seu level design é o melhor possível e seu gameplay é intuitivo e ótimo, mas não inova tanto quanto o desejado.

(Cópia para análise gentilmente cedida pela Sabotage Studio)

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