Análises

Guns, Gore & Cannoli 2 – Análise

Se você quer descarregar seu estresse e não sabe como, talvez tenhamos achado a solução. A desenvolvedora Crazy Monkey Studios, que produziu os jogos Warparty e Empire para celulares, lançou Guns, Gore & Cannoli 2 no dia 2 de agosto de 2018 para PC, Xbox One, PS4 e Nintendo Switch, e o título se parece muito com Metal Slug e afins.

O jogo é um shoot ‘em up 2D e faz jus a seu nome – gore é a última coisa que faltaria nele -, e reúne uma história repleta de humor, controvérsias e clichês para complementar sua gameplay intensa. Você comanda um mafioso – ou até 4 se jogar em coop local – em busca de vingança em pleno apocalipse zumbi. Basicamente, o objetivo do jogo é você descarregar a munição das armas que você encontra para pintar as ruas das cidades com o sangue dos inimigos.

Nele você comanda Vinnie Cannoli, mafioso que foi enviado por sua gangue para encontrar um parceiro que foi capturado, porém acaba sendo pego também. Quando ele está amarrado em uma cadeira, dois criminosos comentam o motivo de terem criaturas rondando a cidade: antes dos anos 40, surgiram zumbis (o início de tudo você descobrirá ao redor da gameplay), e eles foram se espalhando rapidamente, até que o exército jogou uma bomba para acabar com o município inteiro, porém eles não foram eliminados, e agora estão voltando a dominá-lo. O ponto forte da história é que sua investigação sobre seu amigo está completamente direcionada ao nascimento desses monstros.

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O enredo é muito criativo, mesmo utilizando-se de certos clichês.

As mecânicas do jogo foram muito confusas para mim. Todos os controles estão localizados em lugares totalmente diferentes do habitual, e com isso demorei um pouco para me acostumar (e mesmo assim continuei jogando bem pior do que o normal). Além disso, agora temos como jogar em coop, e acaba sendo um dos pontos fortes do jogo, porque a história é muito curta – entre 3 e 4 horas. Outro fator que me decepcionou foi a mira, que também mudaram em relação ao seu antecessor, e agora é em 360 graus, e eu tenho a impressão de que não é muito precisa.

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Todas as mecânicas de controle são confusas.

A dificuldade do jogo, na minha opinião, é ligeiramente desajustada. Joguei na dificuldade “normal”, e a maioria dos inimigos eram bem fáceis de ser derrotados, enquanto outros eram muito fortes. A atmosfera do jogo é muito bem ambientada na época dos anos 40-50, apesar da trilha sonora estragar um pouco a experiência. Já o fator replay, do meu ponto de vista, é ruim, porque tem uma história extremamente curta, e mesmo o coop não instiga a jogar tanto, principalmente se você termina pela primeira vez. Mas, como eu já disse, é uma ótima maneira de relaxar. Sua grande diversidade de inimigos e armas ajuda a tornar essa jogatina vibrante e satisfatória, até porque deixa você completar as fases do jeito que quiser. Só senti falta de rotas alternativas, porque adoro explorar o cenário, mas as salas do cenário, na maioria delas, só respawnam vilões. Aliás, encontrei alguns bugs em relação a elas.

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Os cenários são muito bem feitos, apesar de terem alguns erros.

Se tratando da sonoplastia do jogo, a desenvolvedora do jogo usou de muitos estereótipos erroneamente. Os efeitos sonoros são muitos genéricos e não trazem nenhuma imersão, e a trilha sonora sabe sim fazer algo característico, mas não combina com a gameplay. Não faz o mínimo sentido tocar uma música tranquila em um jogo sangrento como esses. Isso me incomodou fortemente durante todos os momentos.

A direção de arte me surpreendeu muito – finalmente algo que me fascinou – porque sabe retratar exatamente o que eles querem, e de uma maneira muito estilosa, se posso assim dizer. Cenários e personagens muito bem feitos em questão de design, apesar de que notei a falta de algumas animações necessárias ou a dessincronização delas, como quando o protagonista anda na primeira cutscene, porque parece que seus pés não acompanham a velocidade em que ele anda. Os cenários são muito bem detalhados, e com isso possuem muitos objetos neles, o que leva a ter quedas frequentes no número de quadros por segundo – o que não deveria ser normal em um jogo 2D.

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Até o menu do jogo é extremamente detalhado.

Guns, Gore & Cannoli 2 melhorou muito em relação ao seu antecessor, porque consegue trazer uma boa dose de diversão, mas seus erros comprometem muito sua experiência.


Conclusão

Guns, Gore & Cannoli 2 é uma boa experiência, porém há traços de monotonia e muitos erros, seja em mecânicas, design de fases ou sonoplastia. Além disso, é extremamente curto, e isso foi uma péssima escolha.

(Cópia para análise gentilmente cedida pela Crazy Monkey Studios)

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