Análises

Super Mario Odyssey – Análise

No dia 20 de outubro de 2016, Super Mario Odyssey foi mostrado ao público pela primeira vez, durante o curto vídeo de apresentação do Nintendo Switch, mas só receberia um nome e mais informações três meses depois, na conferência dedicada ao console. Era claro que seria outro ótimo jogo da franquia mais famosa dos games, e a volta ao estilo sandbox de Super Mario 64 e de Super Mario Sunshine elevou ainda mais as expectativas, mas ninguém poderia prever tamanha qualidade.

O enredo do jogo, apesar de familiar, conta com algumas surpresas, o que garante o interesse do jogador e impossibilita o tédio durante a jogatina. Bowser capturou a Princesa Peach, e dessa vez ele planeja se casar com ela, contando com a ajuda de seu já famoso navio voador, sua cartola e quatro coelhos planejadores de casamento conhecidos como Broodals.

Broodals
Os Broodals Spewart, Topper, Rango e Harriet

Ao iniciar o jogo pela primeira vez, é apresentada uma cena de abertura. Nela, Bowser destrói o icônio chapéu do ex-encanador, que cai nas mãos de um fantasma que se parece com uma cartola, chamado Cappy. Ao perceber que sua irmã Tiara foi sequestrada junto com a Princesa, decide juntar-se a Mario nessa aventura. A jogatina começa em Bonneton, cidade natal de Cappy, no Cap Kingdom. Apesar da monocromia, esse cenário já define o tom expansivo e criativo que é explorado pelo resto do jogo. Também é aqui que ocorre a seção de tutorial, aonde o jogador aprende a utilizar o chapéu e a capturar criaturas.

Mario possui uma vasta gama de movimentos, constituída de variações e combinações de saltos, rolamentos e lançamentos de chapéu, que expandem a sensação de liberdade do jogo. Em Super Mario Odyssey, existem dois tipos de moeda, que são gastas nas lojas Crazy Cap, para obter roupas e acessórios para sua nave. As douradas podem ser utilizadas em qualquer reino, enquanto as roxas são exclusivas e limitadas para cada um deles.

Apesar do avanço da história, que obriga o jogador a procurar Power Moons em locais específicos, que servem de combustível para a nave Odyssey, predomina a liberdade de exploração por cada cenário, o que invariavelmente resulta em situações inusitadas e surpreendentes. Super Mario Odyssey é relativamente linear quanto à ordem dos mundos, mas isso não incomoda em momento algum.

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Explorar o cenário sempre vale a pena.

O jogo não chega a ser difícil, mas a genialidade no design dos níveis e as hilariantes reações das criaturas quando capturadas impedem o tédio e mantêm o foco do jogador na tela em todo o tempo. Os controles são precisos e suaves, sensação otimizada pelos fixos 60 quadros por segundo. Controles de movimento são recomendados para alguns movimentos, e, infelizmente, não podem ser desabilitados.

Cada mundo possui um estilo gráfico distinto e que o destaca em relação aos demais. Tal fato mantém o jogo permanentemente fresco e evita o cansaço. As roupas e as criaturas são igualmente únicas, e os personagens recorrentes estão mais bonitos do que nunca.

Um dos pontos altos de Super Mario Odyssey é a trilha sonora, que é incrível e memorável. A música tema, Jump Up, Super Star!, em especial, combina perfeitamente com o ambiente nova-iorquino retrô de New Donk City. Da mesma maneira, cada mundo possui sua música tema minuciosamente produzida que se encaixa no contexto de cada um deles.

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É impossível não se apaixonar por Jump Up, Super Star!

Super Mario Odyssey é essencial não apenas para fãs da Nintendo ou fãs de plataforma, mas para qualquer gamer. Esse é, sem dúvidas, o melhor jogo do ano, quiçá da história. Me sinto verdadeiramente feliz por poder vivenciar o nascimento de um novo clássico, e por poder viver esse tipo de experiência em seu contexto original.


Conclusão

Super Mario Odyssey não é apenas o ápice da franquia Mario, mas o ápice dos jogos de plataforma em geral. Genial em sua jogabilidade, design e trilha sonora, é essencial para qualquer jogador.


O melhor

  • Enredo familiar, mas com surpresas interessantes
  • Jogabilidade fluida e precisa
  • Variedade de cenários
  • Estilo gráfico distinto para cada um dos mundos
  • Trilha sonora memorável

O pior

  • Alguns controles de movimento não podem ser desabilitados

10/10

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